domingo, 16 de novembro de 2014

Nova Proposta de Reforma Ortográfica: Não existirão mais Homens com H maiúsculo

As tão temidas regras de ortografia da nossa Língua Portuguesa parecem estar com os dias contados. Está em trâmite no Senado um novo projeto que visa, dentre outras coisas, a simplificação, a lógica e a praticidade na ortografia de nossas palavras.
O grande número de regras existentes na nossa língua não seria tão temido se não fossem as malditas excessões. Mas com a nova proposta de acordo ortográfico todas estas dificuldades tendem a ser minimizadas. O ch dará lugar ao x e nossas chaves serão xaves. O chuchu passará de vez a se chamar xuxu (quem nunca teve esta dificuldade em saber se é com x ou ch?) Mas o que de fato trará uma grande polêmica é que, caso esta nova proposta entre em vigor, os machistas de plantão não poderão mais dizer que são Homens com H maiúsculo, afinal outra mudança radical é a extinção do h no início das palavras. Sendo assim, homem passaria a ser omem, mas acalmem-se, sua masculidade não será afetada por isso.
De fato as propostas de extinção do h no início das palavras e a troca do ch pelo x me causam, também, um pouco de estranheza, mas as mudanças na língua são necessárias e já ocorreram diversas outras vezes e nem por isso a Língua Portuguesa perdeu sua identidade. Hoje é normal escrever telefone ao invés de telephone, farmácia ao invés de pharmácia e tantas outras palavras que já nos acostumamos a escrever de outra forma.




Que benção seria se não precisássemos mais saber qual a diferença entre sessão, seção e cessão. Com a nova proposta as três palavras teriam a mesma grafia e o que as diferenciaria seria o contexto em que são utilizadas. Os conservadores irão se revoltar, mas há de se colocar em pauta que nossa língua já possui muitas palavras homônimas (mesma escrita, mesma pronúncia e significados diferentes), tais como canto, rio, saia, paciente e manga.
É claro que como todo processo de transformação, este também passaria por críticas e comentários contrários à proposta, porém a ideia é colocar o assunto em discussão. O jornalista Roberto Pompeu de Toledo, da Revista Veja, teve seu artigo "A xacina do testo" publicado na edição do dia 17 de setembro de 2014. Nele ele faz a sua crítica à proposta de simplificação da ortografia e sarcasticamente inicia seu texto com um parágrafo baseado na nova proposta, em seguida diz que "A impressão é de escombros do que foi outrora a língua portuguesa em sua forma escrita." Por outro lado, o idealizador da proposta, o Professor Ernani Pimentel, rebateu às criticas no seu artigo "A xasina do diálogo" e evidenciou a falta de conhecimento profundo na área, no artigo de Roberto Pompeu.
O fato é que a língua muda e o processo de evolução da língua acompanha a sociedade, que vive atualmente na era da informação e da agilidade necessária para se comunicar. Se é boa ou não a simplificação da Língua Portuguesa, ainda não sabemos e portanto não podemos criticar sem conhecer a proposta e é justamente isto que proponho aqui: uma reflexão sobre o assunto.

Para saber mais visite o site do projeto: http://simplificandoaortografia.com.br/



Especialistas divergem na implantação do acordo ortográfico da Língua Portuguesa


Por Marcelino Peres

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